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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu Patrimônio Mundial Natural

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Com mais de 56 mil hectares de área, o parque mineiro possui cavernas, sítios arqueológicos e fauna abundante, abrange os municípios de Januária, São João das Missões e Itacarambi, localizados no Norte de Minas Gerais com uma área preservada com mais de 56 mil hectares.

Com fauna e flora abundante, mais de 140 cavernas e inúmeros sítios arqueológicos que preservam parte da arte rupestre encontrada no país, o território pertencente ao parque permite ao visitante observar três biomas brasileiros: Cerrado, Caatinga e Mata Seca, também chamada de Mata Atlântica Decidual.

O cânion do Rio Peruaçu chama a

atenção com seus 17 km de comprimento, que permite considerá-lo como um dos maiores do mundo dentro de um vale cárstico, tipo de relevo geológico característico de cavernas e dolinas que é decorrente da corrosão de rochas. O local possui um desnível vertical de mais de 200 metros, testemunhas vivas do processo evolutivo único do cânion.

Território pertencente ao parque permite ao visitante observar três biomas brasileiros: Cerrado, Caatinga e Mata Seca, também chamada de Mata Atlântica Decidual.

O parque tem um território muito extenso, entretanto, a área aberta para visitação fica limitada no cânion do Rio Peruaçu, que corta toda o vale formando cavernas com dimensões gigantescas, algumas com mais de 4 km de extensão e galerias com mais de 170 metros de altura.

Por lá, tudo é muito superlativo, a começar da Perna da Bailarina, a maior estalactite (depósitos minerais originados por gotejamento através de fendas ou furos no teto da caverna) do mundo, com 28 metros de comprimento, o equivalente a um prédio de sete andares e que pode ser vista dentro da Gruta do Janelão.

São diversos sítios arqueológicos abertos ao público, alguns com painéis de pintura rupestres com mais de 25 metros de extensão, como a Gruta do Caboclos e a Desenhos.

É recomendado ao visitante de 3 a 4 dias para visitar o Parque Nacional , onde percorrerá vários roteiros: Janelão/Bonita, Arco do André/Desenhos, Rezar e Caboclos/Carlúcio.

Para visitar o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, o turista pode descer de avião em Montes Claros e dali seguir de carro por 180 km até o Parque Nacional. O parque fica a 47 km de Januária, a 46 km de São João das Missões e a 20 km de Itacarambi.

O parque possui centro de visitantes e é controlado por funcionários do ICMbio. Também possui equipes de vigilância e brigadas de incêndio.

Não é cobrado ingresso para visitação, entretanto, é necessário a contratação de um condutor local para adentrar no interior do parque.

Dentro da área do parque, mas nas partes mais extremas, ainda existem duas comunidades quilombolas e a aldeia indígena Xacriabá, que vive às margens do rio Itacarambi e há muitos anos sobrevivem à lutas contra bandeirantes, pecuaristas e garimpeiros para proteger suas terras.


MUSEU CASA GUIMARÃES ROSA


O Museu Casa Guimarães Rosa , inaugurado em 1974, está instalado na casa onde o escritor João Guimarães Rosa nasceu e passou seus primeiros nove anos de vida (1908 a 1917). O Museu fica em Cordisburgo , a 130 Km da capital mineira, fazendo parte do Circuito das Grutas, oferece a seus visitantes um acervo de mais de 700 itens relativos e à vida e obra roseanas, como objetos pessoais, máquina de escrever, o espadim da Academia Brasileira de Letras, móveis, fotografias, obras de arte e as mais importantes edições dos livros de sua autoria.

Esse rico acervo está disponível para apreciação do público na exposição de longa duração, intitulada Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, que ainda proporciona ao público áreas reconstituídas cenograficamente, o quarto da avó, o gabinete do autor, a cozinha, entre outros.

Preserva também outros registros da vida de Guimarães Rosa como médico e diplomata, objetos de uso pessoal, vestuário, utensílios domésticos, mobiliário e fragmentos do universo rural presente na literatura Roseana. Aliás, esse fato está ligado ao fato do escritor ter morado na cidade mineira de Itaguara, onde permaneceu por dois anos, e onde passou a ter contato com elementos do sertão.

Um detalhe bem interessante é que em um cômodo frontal da casa foi reconstituída uma venda típica das existentes nas pequenas cidades mineiras, para representar o antigo comércio de Floduardo Pinto Rosa, pai do escritor. Na “venda de seu Fulô”, o menino Joãozito cresceu ouvindo histórias contadas pelos frequentadores do lugar. E é neste cenário do campo, do sertão, que vamos mostrar a vocês toda essa fantástica e cultural história de Guimarães Rosa.

Para a realização de visitas orientadas, o Museu conta com atuação do Grupo de Contadores de Histórias Miguilim, que recebe o público narrando trechos da obra de Rosa. @museuguimarãesrosa A instituição apoia o Grupo Caminhos do Sertão na realização de caminhadas ecoliterárias por trajetos do sertão descritos nos livros do autor. Realiza anualmente a Semana Roseana, em parceria com instituições da cidade de Cordisburgo.





Sergio Moreira

Jornalista - @sergiomoreira63

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