Santa Luzia: cidade imperial, do ouro e muitas histórias
- Revista de Turismo PB

- há 2 dias
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Localizada a apenas 25 Km da capital mineira, a histórica cidade de Santa Luzia, em seus 334 anos, tem muita história. O início originou-se com aventureiros que em busca de riquezas, descobriram Santa Luzia. Tudo começou, em 1692, durante o ciclo do ouro. Uma expedição dos remanescentes da bandeira de Borba Gato implantou o primeiro núcleo da Vila, as margens do rio das Velhas, no garimpo de ouro de aluvião. Com a enchente do rio, o pequeno vilarejo mudou-se para o alto da colina, onde, hoje, é o Centro Histórico da cidade. Em 1697, ergueu-se o definitivo povoado, que recebeu o nome de Bom Retiro. Mais de 150 anos depois, em 1856, o povoado foi emancipado e desmembrado de Sabará e a partir de 1924, passou a se chamar Santa Luzia. Com o fim da exploração do ouro, Santa Luzia tornou-se um importante centro comercial, ponto de parada dos tropeiros que vinham negociar e comprar mercadorias. Na rua do Comércio, no bairro da Ponte, existia um porto para os barcos que navegavam pelo Rio das Velhas, transportando mercadorias comercializadas em Minas Gerais.
O imperador D. Pedro II, em visita a Santa Luzia em 1881, ficou hospedado no Solar da Baronesa, um centro de referência social e cultural do século XVI, localizado na Rua Direita, no Centro Histórico.
A visita foi registrada, pelo imperador, através de desenho de um trecho do centro histórico da cidade. Esse desenho foi a prova histórica que concedeu ao município o título de cidade imperial.

Santa Luzia a padroeira: Conta a história, que um pescador chamado Leôncio, que tinha problemas na visão, observou um objeto brilhando no rio, enterrado na areia. Quando pegou era a imagem de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos, e assim se deu o primeiro milagre da santa, já que na mesma hora ele volta a enxergar. A imagem foi levada para a primeira capela do arraial, tornando-se a padroeira do município. O Sargento- Mór Pacheco Ribeiro, que morava em Portugal, ao ficar cego, fez uma promessa a Santa Luzia das Minas Gerais, que se voltasse a enxergar viria para a cidade. Como recebeu o milagre, ele se mudou com suas três filhas para Santa Luzia e construiu o templo, onde hoje está a Igreja Matriz, localizada na Rua Direita, no Centro Histórico. A obra da igreja foi em 1778.
Com tantas histórias, o caminho certo é pegar a estrada com familiares e amigos, chegar a Santa Luzia, parar o veículo na rua Direita, centro da cidade , e começar a caminhar, observando os casarões, e viajar pelo tempo, além de ter diversos bares e restaurantes com deliciosa gastronomia mineira. Alguns dos monumentos que formam o patrimônio de Santa Luzia são a Matriz Santuário de Santa Luzia, uma das mais visitadas, e também o Solar Teixeira da Costa onde hoje funciona o Museu Aurélio Dolabela. Também são pontos turísticos o Solar da Baronesa, o Museu Sacro, a Capela do Senhor do Bonfim, a Capela do Hospital São João de Deus, a Igreja do Rosário e o Mosteiro de Macaúbas.
Conheça o artesanato de Santa Luzia. Existem dois locais que podem ser visitados para apreciação e compra de peças artesanais: a Estação Ferroviária de Santa Luzia, onde funciona hoje o Centro de Artesanato, e a Praça Julieta Teixeira de Sales, onde acontece a Feira de Artesanato.

Museu Sacro
Avenida cultural em BH
Belo Horizonte passa a contar com um novo eixo de integração cultural, turística e patrimonial, a avenida Cultural transforma a Avenida Afonso Pena em um grande corredor de arte, memória, educação, economia criativa e turismo, conectando equipamentos culturais, patrimônios históricos, espaços de convivência e paisagens urbanas ao longo da principal via da capital.

Automóvel Clube
A iniciativa é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG), da Fundação Clóvis Salgado (FCS), e do Cine Theatro Brasil e Associação Cine Theatro Brasil. O projeto também integra o Minas Essencial, programa que articula cultura, patrimônio e turismo em uma estratégia de valorização da identidade mineira.
O Circuito Liberdade amplia sua atuação e incorpora novos espaços à sua rede. Passam a integrar o complexo o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, a Casa Baanko, o Centro de Entretenimento de Arte e Cultura (Ceac), no Edifício Acaiaca, o Automóvel Clube e a Igreja São José.

Palácio das Artes
Esses equipamentos se somam a instituições já presentes na Afonso Pena, como o Cine Theatro Brasil, o Palácio das Artes, a CâmeraSete, o P7 Criativo, o Mercado das Flores, o Museu do Judiciário Mineiro e o Museu dos Brinquedos.

Edifício Acaiaca
“A Avenida Cultural traduz o propósito do Minas Essencial: revelar e valorizar aquilo que é único, autêntico e representativo da experiência mineira. Ao integrar espaços culturais, patrimônios, manifestações artísticas e paisagens urbanas ao longo da Afonso Pena.
O projeto transforma a avenida em um convite permanente para descobrir a essência de Belo Horizonte”, afirma o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira.

Parque Municipal
O projeto Curto-Circuito, iniciativa do Circuito Liberdade que levará ativações artísticas urbanas para diferentes pontos da Avenida Cultural, ampliando o acesso à arte e ocupando espaços que tradicionalmente não recebem programação cultural.
O presidente da Fundação Clóvis Salgado e coordenador-geral do Circuito Liberdade, Yuri Mesquita, ressalta que o projeto fortalece a integração entre cultura e turismo. “Despertamos para a ideia desse grande corredor atentando para a própria matéria-prima que o Circuito Liberdade vem construindo ao longo dos anos.

Há uma enormidade de programação e projetos que movimentam a cidade, principalmente na região central. Agora, unimos tudo nesse grande projeto, deixando a gestão mais horizontalizada. E isso reposiciona o olhar sobre o turismo e a cultura de Belo Horizonte”.
O Cine Theatro Brasil atuará como polo irradiador da programação da Avenida Cultural. Para a diretora-executiva da Associação Cine Theatro Brasil, Eliane Parreiras, o projeto representa uma ampla articulação institucional.
“Raríssimas vezes vi uma união de esforços criar tanta potência para uma cidade. Estar à frente do Cine Theatro Brasil, que por sua vez é ponto de articulação da Avenida Cultural, é uma oportunidade de demonstrar que cultura, turismo e criatividade se fazem, principalmente, com conexões e redes de colaboração”, afirma.
Sergio Moreira
Jornalista - @sergiomoreira63








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