top of page
  • Instagram

Forte de São Felipe

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • há 14 horas
  • 3 min de leitura

Recebi uma matéria de um membro da Febtur, Valério Bronzeado. Muito importante para o paraibano, principalmente os políticos que na sua maioria desconhece a estória do estado que ele representa. O assunto é sobre O Forte de São Felipe (conhecido hoje como Forte Velho), a primeira edificação militar e o primeiro núcleo de colonização da Paraíba, foi fundado em 1584 pelo general espanhol Diogo Flórez de Valdés. Suas ruínas tombadas pelo IPHAN incluem a Torre de Atalaia, o monumento militar mais antigo do estado. (é bom lembrar que o Forte Velho hoje está abandonado e apesar da sua importância não consta na PBtur como um dos principais pontos turísticos do Estado).

O complexo desempenhou um papel crucial no início da colonização durante o período da União Ibérica e na defesa da Capitania da Paraíba:

Contexto e Construção: Erguido no atual município de Santa Rita, às margens do rio Paraíba, o forte foi construído para combater franceses e nativos potiguaras. A fortificação servia como base e posto de observação estratégico na foz do rio.

A Torre de Atalaia: A estrutura de pedra que sobreviveu ao tempo servia como um mirante de vigilância. Do alto, a guarnição vigiava o canal marítimo e fluvial e emitia alertas antecipados sobre a aproximação de invasores.


Destruição: Acredita-se que o forte principal foi destruído em ataques de indígenas potiguaras, e seus canhões foram lançados às águas do rio Paraíba.

Hoje, as ruínas da Atalaia localizam-se no lado esquerdo do rio, em frente à Ilha da Restinga, e são um marco da história da região e do Distrito de Forte Velho.

Os detalhes históricos da Batalha contra os Potiguaras na região? IA pesquisou em 16 sites.

A história da ocupação do Forte de São Filipe (em Forte Velho) e a subsequente Guerra dos Potiguaras constituem um dos capítulos mais violentos e estratégicos do período colonial brasileiro.

O Estopim da Guerra (1574)

O conflito na Capitania da Paraíba começou dez anos antes da construção do forte. Em 1574, um colono português de um engenho em Pernambuco sequestrou a filha de um importante cacique Potiguara. Em represália, os guerreiros Potiguaras invadiram o engenho, matando os proprietários e funcionários. A Coroa Portuguesa

respondeu criando oficialmente a Capitania da Paraíba com o objetivo de subjugar os indígenas.

A Aliança Franco-Potiguara

Os portugueses falharam em quatro expedições sucessivas para conquistar a Paraíba. O grande obstáculo era a forte aliança comercial e militar entre os Potiguaras e os corsários franceses.

Os franceses forneciam armas de fogo, pólvora e ferramentas de ferro.

Em troca, os Potiguaras ajudavam no contrabando de pau-brasil e algodão.

Para a Monarquia Hispânica (que governava Portugal durante a União Ibérica), os franceses na Paraíba representavam uma ameaça geopolítica, pois podiam tentar avançar em direção às minas de prata de Potosí, no Peru.

A Fundação do Forte sob Tensão (1584)

Em 1584, a quinta expedição ibérica — comandada pelo general espanhol Diogo Flórez de Valdés e pelo português Frutuoso Barbosa — conseguiu temporariamente afastar os barcos franceses da foz do Rio Paraíba.

Valdés ordenou a construção expressa do Forte de São Filipe em Forte Velho, deixando uma guarnição de cerca de 110 soldados espanhóis sob o comando do capitão Francisco de Castrejón. Assim que as naus de Valdés retornaram à Europa, os Potiguaras e os franceses remanescentes iniciaram um cerco implacável por terra e água.


Caos Interno e a Queda do Forte (1585)

A vida dentro do Forte de São Filipe tornou-se insustentável devido a três fatores cruciais:

Fome e Miséria: O cerco indígena impedia que os colonos saíssem para pescar, caçar ou plantar.

Inimizade Política: Havia intensas brigas internas e desconfiança mútua entre os soldados espanhóis e os colonos portugueses sobre quem deveria mandar na região.

Ataques Constantes: Uma tropa de socorro vinda de Pernambuco com 500 homens tentou quebrar o cerco dos Potiguaras, mas foi massacrada pelos indígenas.

Em meados de 1585, vendo que a derrota total era inevitável, o comandante espanhol Francisco de Castrejón ordenou a evacuação. Em um ato de desespero, os soldados incendiaram a fortificação, jogaram toda a artilharia pesada (canhões) nas águas do Rio Paraíba e fugiram em direção a Pernambuco.

A Virada de Chave: A Aliança com os Tabajaras

A Coroa Ibérica só conseguiu efetivamente conquistar a Paraíba no final de agosto de 1585. Isso não ocorreu por superioridade militar, mas sim por diplomacia: os portugueses conseguiram firmar uma aliança de paz com os índios Tabajaras, que eram rivais históricos dos Potiguaras. Com a ajuda dos guerreiros Tabajaras, os Potiguaras e os franceses foram forçados a recuar para o norte do estado, permitindo a fundação da cidade de Nossa Senhora das Neves (atual João Pessoa).







Guet Coelho

Jornalista

Comentários


bottom of page