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TURISMO

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

Estamos Perto do Fim?



Queremos forró, queremos respeito a nossa cultura!

É triste a falta de carinho com nossa cultura por parte dos nossos briosos representantes. Há anos questiono a falta de zelo pelo que é nosso. É um descaso irreparável. Não sei se é por falta de cultura ou se há algo que nós não sabemos.

Estive duas vezes na Oktoberfest e não ouvi uma música de forró, sequer. Como estava acompanhado por um jornalista do Sul do país, perguntei se não contratavam forrozeiros. Ele disse que adorava o estilo do forró nordestino.

A Oktoberfest, uma festa tradicional que celebra o casamento do príncipe herdeiro, Luís da Baviera com Teresa da Saxônia, e até hoje, respeitam a cultura, mantendo os costumes típicos da época.

Já as festas juninas, celebram os santos padroeiros que, segundo as tradições, são protetores da fartura, da produção agrícola. A queima da fogueira e os fogos, que foram abolidos, eram manifestações ligadas ao roçado.

Por se tratar de fartura agrícola, viram a necessidade de comemorações e vieram os sanfoneiros acompanhados de zabumba e triângulo - instrumentos típicos do forró, que, até poucos anos atrás, eram respeitados. Não podemos falar desse tema sem citar Luiz Gonzaga, Gonzaguinha, Capilé, Sivuca, Sirano e Sirino, Amazam e tantos outros que, até pouco tempo, fortaleciam as tradições juninas.

Hoje, adoto como padrinho desses festejos o saudoso poeta, Ronaldo Cunha Lima.

Hoje, Apagaram as fogueiras, já não fazem mais balões.

Fiquei a noite inteira escutando a bagaceira que fizeram com as canções.

Nem pamonha, nem canjica.

Nem o laço de fita, nem o vestido de chita para alegrar meu coração.

E viva os padroeiros.

O som das sanfonas, pandeiro e zabumba, vão ecoar durante um mês nesta aconchegante região nordestina. Nos municípios, onde há respeito as tradições, os prefeitos enchem ruas e praças de bandeirolas coloridas e imagens dos Santos padroeiros da boa mesa, da fartura, São João, São Pedro e o casamenteiro Santo Antônio, são todos homenageados. É nesse período que os artistas da terra fazem a festa, e não tem nada mais justo que respeitar a nossa cultura, deixando a música popular, o Forró fazer a festa; afinal, foram eles que fizeram dessa festa o maior atrativo regional.

As festas juninas é o carro chefe do turismo regional, todos os estados se vestem a rigor; os homens de xadrez, chapéu de palha, um lencinho no pescoço e um sorriso conquistador para as damas que também capricham na saia rodada colorida, uma fita na cintura, uma maquiagem que não pode ser discreta, tem que se destacar, uma sapatilha porque, sabe que a noite vai ser de arrasta-pé.

Infelizmente, hoje, existe prefeitos que desconhecem as nossas tradições e contratam outro tipo musical ferindo a história desse maravilhoso evento popular.

Como nordestino fervoroso, torso para que os representantes do povo que foram eleitos para atender a população, e entre as atribuições, preservar a cultura popular, respeitando nossa cultura.

A nossa Revista, hoje com 36 anos, circulando com as notícias do estado, ultimamente, não tem recebido a programação como recebia no período de administrações anteriores. Acredito que a secretaria de comunicação, atual, tenha outra missão e não a de divulgar eventos populares.

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