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Natal da Mineiridade

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • 10 de dez. de 2025
  • 5 min de leitura

Em Minas Gerais o Natal da Mineiridade está encantando os municípios com as decorações natalinas nas praças de cada cantinho mineiro. Em Belo Horizonte na inauguração da decoração do Natal , o público participou de uma maravilhosa noite no dia 17 de novembro, com música, projeções mapeadas, lasers e show de drones. O evento convidou o

público a vivenciar momentos únicos e consolidou Minas como destino de Natal mais completo do país.

Houve um espetáculo a céu aberto, com a inauguração das luzes da praça e o concerto da Vesperata de Diamantina.

Na Praça da Liberdade, a programação, que tem como tema “A Liberdade e as Artes”, só se encerra em 6 de janeiro de

2026, Dia de Reis. Entre os destaques da cenografia estão a “Revoada de Pássaros”, uma instalação luminosa que simboliza o voo da liberdade e a ascensão espiritual, e o percurso encantado que leva o visitante da Avenida João Pinheiro até o Palácio da Liberdade, transformado na Casa do Papai Noel. O presépio iluminado sobre o

espelho d’água e o coreto da praça, que retoma seu uso original com apresentações diárias de corais, orquestras, congadeiros e artistas mineiros, completam o circuito.

A decoração deste ano mantém o clima de sinergia entre as tradições natalinas e mineiras. A área verde recebeu seis cenários imersivos inspirados nas seis regiões do estado, com projeções mapeadas, esculturas luminosas, lasers, drones e presépios artísticos.

Os espaços têm as seguintes temáticas: Fé e Tradição, Luz e Esperança, Artes, Vila Mineiridade, Coreto Musical e, por fim, o Presépio. Apresentações musicais e teatrais, além de intervenções artísticas, também fazem parte da programação.

Mais atrações no entorno do Palácio e da praça ficará a chamada Vila Mineiridade, que será montada na Praça José Mendes Júnior, ao lado da Praça da Liberdade. O público pode apreciar a maravilha da decoração do Natal até o dia 6 de janeiro de 2026, o espaço reunirá gastronomia, artesanato e cultura popular.

A iniciativa do Natal da Mineiridade é do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) e da Fundação Clóvis Salgado (FCS), com apresentação e patrocínio máster da Vale; patrocínio do Itaú, O Boticário, Itambé, e apoio do CDL/BH.

A decoração na praça da Liberdade estará até o dia 6 de janeiro de 2026.

Em Minas Gerais as decorações pelos municípios podem ser encontrados no site https://www.minasgerais.com.br/pt/eventos/classificacao/natal-da-mineiridade-2025



600 bonecos do Giramundo em exposição


A exposição “Bonecos Giramundo”, aberta para visitação no Palácio das Artes entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, já levou cerca de 20 mil pessoas até de 11 de outubro a 20 de novembro,na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard , e marca o resultado de um extenso processo de inventário e restauro do acervo do Giramundo,

realizado em parceria com a Fundação Clóvis Salgado (FCS). Cerca de seiscentos bonecos — o equivalente à metade do acervo total do grupo — passaram por avaliação técnica, laudos e restauração, em um trabalho que abrange toda a trajetória do coletivo mineiro, desde as criações iniciais de

1971 até a montagem mais recente, “O Menino Bach Visita o Brasil”, de 2024. Desses seiscentos, mais de 80%, ou quinhentos itens, fazem parte da mostra.

Segundo Marcos Malafaia, diretor do Giramundo, a exposição se distingue por juntar o trabalho de recuperação do acervo a uma experiência expositiva inédita. “A mostra, mais que uma reunião

de bonecos, é uma ação de salvaguarda do patrimônio cultural de Minas Gerais e do Brasil. Ela salvou uma boa parte do acervo da completa destruição e inaugurou um novo ciclo de preservação para o grupo”, afirma.

O projeto, que integra a “Ocupação Giramundo”, celebra também os 55 anos do grupo. O trabalho de restauração,

iniciado em julho, envolveu doze profissionais diretamente — entre restauradores, museólogos, artistas plásticos e técnicos. Tanto recursos materiais quanto humanos foram mobilizados pela Fundação Clóvis Salgado para oportunizar a expografia, tornando possível, assim, o restauro, que contou com o apoio da equipe da FCS em todas as etapas, do acondicionamento e transporte das peças à montagem da exposição. O presidente da Fundação Clóvis Salgado, Sérgio Rodrigo Reis, celebra a parceria. “É um orgulho imenso para a Fundação – instituição referência na criação, formação, produção e difusão artística no Brasil – poder contribuir de forma decisiva para a restauração do rico acervo do grupo neste ano tão significativo. Temos então na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard uma comemoração à altura do aniversário: a exposição que reúne centenas de peças, com bonecos restaurados de produções emblemáticos como ‘Os Orixás’, ‘Pedro e o Lobo’, ‘A Flauta Mágica’, ‘Dango Balango’ e tantos mais. Não por acaso, estamos com um número altíssimo de visitações, e esperamos que mais pessoas venham ver o resultado desse trabalho tão dedicado”.

O processo de restauração seguiu rigorosos critérios museológicos, priorizando a compatibilidade com as técnicas originais de construção e os materiais usados nas épocas de criação. “Procuramos respeitar ao máximo os procedimentos originais. Nosso princípio foi conservar o espírito e a técnica de cada artista”, explica Malafaia.

A fase de descupinização, conduzida com orientação do Núcleo de Gestão de Acervos Museológicos da Diretoria de Museus da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), foi uma das etapas mais delicadas. Além disso, muitos bonecos precisaram ser reconstituídos, o que exigiu um trabalho meticuloso de identificação. “Em vários casos, não existia registro fotográfico que ligasse o boneco ao seu espetáculo. Essa identificação foi feita com base na memória dos diretores do grupo e, nos casos mais antigos — especialmente dos anos 1970 —, com a ajuda da Madu, única fundadora do Giramundo ainda viva”, relembra.

Grande parte dos bonecos estava com mãos, pés e adereços separados, e foi necessário realizar um trabalho delicado de recomposição. Em alguns casos, as partes perdidas foram substituídas por réplicas, sempre com base em desenhos e materiais de época. Já na fase de restauração, surgiram dilemas entre a preservação do original e a renovação mais profunda das peças. “Priorizamos a manutenção dos elementos originais, mesmo que desgastados pelo tempo. Nosso compromisso é com a autenticidade da obra”, enfatiza o diretor.

Outro desafio foi lidar com materiais e tintas que deixaram de existir. As soluções vieram de substituições cuidadosas e compatíveis, respeitando a estética e a técnica dos criadores originais. “A pintura foi um dos temas mais difíceis, porque muitos dos artistas da época eram professores e pintores profissionais, com maestria técnica difícil de igualar”, observa Malafaia.

Para o diretor, a restauração representa um novo capítulo na história do grupo. “O Giramundo carrega um patrimônio vivo, que precisa ser cuidado, compartilhado e reinventado. E é com a parceria da Fundação Clóvis Salgado que esse sonho começa a ganhar forma, devolvendo aos bonecos sua voz, sua cor e sua história”. Exposição “Bonecos Giramundo” , até o dia 22 de fevereiro de 2026, Horário: Terça a sábado de 9h30 às 21h, domingo de 17h às 21h, n0 www.fcs.mg.gov.br





Sergio Moreira

Jornalista - @sergiomoreira63

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