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Turismo e Santa Rita

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • há 22 horas
  • 3 min de leitura

Turismo e Santa Rita podem até soar como palavras estranhas na mesma frase para quem se acostumou com décadas de abandono, mas não deveriam ser. A cidade tem um potencial turístico extraordinário, historicamente negligenciado por sucessivas gestões medíocres, apesar de ser privilegiada pela geografia, banhada pelo Rio Paraíba e por seus afluentes.

O distrito de Forte Velho, assim como a Ribeira, está entre os cenários mais belos e promissores do município, verdadeiros cartões-postais que os prefeitos de Santa Rita fingem não enxergar. Soma-se a isso o mirante do Atalaia, apontado como a edificação mais antiga da Paraíba, datada de 1584, erguida pela monarquia luso-espanhola para vigilância e defesa contra invasores que adentravam pelo Rio Paraíba.

Ou seja: Santa Rita não carece de vocação turística. Carece, sim, de visão administrativa.


Ribeira – Santa Rita

Com a construção da chamada Ponte do Futuro, ligando Cabedelo, Santa Rita e Lucena, abre-se uma oportunidade histórica para integrar a cidade a uma nova rota de desenvolvimento, circulação e visibilidade.

Uma obra desse porte deveria servir de impulso para que a Prefeitura planejasse a valorização das áreas ribeirinhas, investisse em infraestrutura, urbanização, acessibilidade e promovesse seus atrativos naturais e históricos. Mas não é isso que se vê.


Até agora, o prefeito Jackson Alvino não demonstra qualquer iniciativa concreta para transformar essa nova realidade em benefício para Santa Rita. Não há um projeto estruturante de turismo, não há requalificação das margens do rio, não há sinalização de investimento em mobilidade, iluminação, limpeza, calçamento ou ordenamento urbano nas áreas com maior vocação turística.

A impressão é a de sempre: o poder público assiste aos acontecimentos sem capacidade de reação, sem ambição e sem compromisso com o futuro.

Forte Velho, Ribeira e outras localidades seguem abandonadas, carentes do mínimo necessário para receber visitantes e impulsionar a economia local. São joias brutas, prontas para gerar emprego, renda e identidade cultural, mas que continuam esquecidas por uma gestão sem imaginação e sem grandeza.

Na lógica estreita de Jackson Alvino, parece não haver espaço para pensar Santa Rita além da rotina burocrática e da mediocridade administrativa.

Enquanto cidades vizinhas enxergam no turismo uma alavanca de desenvolvimento, Santa Rita segue desperdiçando riqueza natural, patrimônio histórico e localização estratégica. A Ponte do Futuro pode até chegar, mas, nas mãos de um gestor sem visão, corre o risco de ser apenas mais uma obra monumental cercada pela mesma velha pobreza de ideias.

Santa Rita merece mais. Merece um prefeito que compreenda o tamanho de suas potencialidades e tenha coragem de transformá-las em desenvolvimento.

Continuar aceitando um administrador medíocre atrás do outro é condenar a cidade a permanecer parada, mesmo quando o futuro já bate à sua porta.  Mirante do Atalaia

 

Opinião: Fernando Duarte

A grande verdade é que no estado não há profissionais com competência  administrativa. O município de Santa Rita é parte do Estado da Paraíba e nos diversos eventos nacionais que compareci, a paraíba está sempre sem destaque, com poucas informações sobre nosso potencial turístico e no estado, poucos são os bons projetos de investimento. Nos estandes são sempre as mesmas informações; folheteria com Areia Vermelha, Jacaré e muito blá, blá, blá.

Dos municípios de Santa Rita e Baieux, nunca apresentaram seus atrativos, talvez o Secretário de Comunicação, um tal Bandeira, desconheça o que há do outro lado do rio, no turismo do Estado. Somando com a ausência administrativa municipal, o turismo do estado fica limitado.

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