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NÍSIA FLORESTA CELEBRANDO 174 ANOS, É UM IMPORTANTE DESTINO TURÍSTICO DO RIO GRANDE DO NORTE

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • há 12 horas
  • 5 min de leitura

O município de Nísia Floresta – importante destino turístico e cultural do Rio Grande do Norte, está celebrando seus 174 anos de Emancipação Política, reafirmando sua história, a sua cultural, o seu turismo, a sua peculiar identidade, tudo isso e algo mais, marcado pela hospitalidade do seu povo.

Terra de belezas naturais, de fé, de tradição e trabalho. O município se destaca pela força do seu povo, que constrói diariamente uma cidade mais desenvolvida e acolhedora. Das deslumbrantes lagoas, das atrativas praias, da deliciosa gastronomia, da pesca à cultura popular, cada elemento representa a essência de um importante município que cresce sem perder suas históricas raízes.


O Baobá de Nísia Floresta, atrativo turístico. Foto Prefeitura de
O Baobá de Nísia Floresta, atrativo turístico. Foto Prefeitura de

A data é um marco de orgulho e reconhecimento à ascendente trajetória construída ao longo dos anos, fortalecendo o compromisso com o presente e o futuro do município.

Na conjuntura atual, o município de Nísia Floresta está sob a profícua administração do prefeito Gustavo da Silva Santos, tendo como Secretária de Turismo a experiente gestora Solange Portela, que já exerceu com sapiência a função de Secretária de Turismo do Rio Grande do Norte.



Gustavo da Silva Santos, prefeito do município de Nísia Floresta, realizando ótima gestão. Foto: Reprodução do Instagram
Gustavo da Silva Santos, prefeito do município de Nísia Floresta, realizando ótima gestão. Foto: Reprodução do Instagram

ROTEIRO HISTÓRICO E BREVE HISTÓRIA

O município de Nísia Floresta (antiga Papari) importante destino turístico brasileiro do Rio Grande do Norte, situado na região Nordeste do Brasil, está inserido na Região Metropolitana de Natal – a Capital Espacial da América do Sul. O município ganhou o nome de sua mais ilustre filha, a internacional escritora e poetisa Nísia Floresta.

Além das atividades agropecuárias tradicionais e da importância da indústria turística, o município de Nísia Floresta se consolida na economia local oriunda do crescimento do cultivo de camarões. No município está a badalada praia de Barra de Tabatinga – a preferida dos turistas e dos nativos que, no entardecer, é comum que seja visitada pelos golfinhos nas proximidades do “Mirante dos Golfinhos”.

Banhado ao leste pelo Oceanos Atlântico, Nísia Floresta tem 19,7 km de excelente litoral composto pelas praias de Pirangi do Sul, Búzios Barra de Tabatinga, Camupurim e Barreta. Limita-se com Parnamirim, ao norte, ao sul com Arez e Senador Georgino Avelino, e ao oeste com São José de Mipibu. Ocupa uma área 307,719 km², dos quais 21,2663 km² em área urbana área. Está a 40 km do centro de Natal, e a 2 373 km da capital de Brasília.


PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS


Nísia Floresta, no litoral sul do Rio Grande do Norte, é famosa por suas 26 lagoas de águas cristalinas e praias tranquilas com piscinas naturais, falésias e dunas. A Lagoa do Carcará, Lagoa de Arituba, Praia de Camurupim (com a famosa Pedra Oca) e a Barra de Tabatinga (Mirante dos Golfinhos), tudo isso e algo mais, são atrativos turísticos que despertam a preferência dos turistas brasileiros e estrangeiros.


A bela orla marítima do município de Nísia Floresta. Foto Joilson Santana
A bela orla marítima do município de Nísia Floresta. Foto Joilson Santana

O município situado na mesorregião do Leste Potiguar, é uma cidade rica em história e cultura. Originalmente conhecido como Papari, foi renomeado com a nomenclatura Nísia Floresta, em homenagem à escritora e educadora Nísia Floresta Brasileira Augusta, uma das pioneiras do feminismo no Brasil. Na cidade existe o centro turístico cultural, atraindo visitantes. O artesanato, os bordados e a gastronomia baseada em frutos do mar, são características marcantes da cultura florestense.

Os primeiros habitantes da região de Papary, conhecida desde os idos de 1600, foram os índios Tupis. O nome Papary vem da lagoa de pesca abundante existente no território, ao lado de várias outras.

Durante o domínio holandês nada de significativo aconteceu na povoação. O tempo passou e os holandeses foram embora. Já em 1703, com a presença portuguesa, o povoado de Papary tomava forma de arruado e a igreja de Nossa Senhora do Ó começava a ser erguida, e foi concluída 52 anos depois. O progresso econômico da povoação foi impulsionado pela pesca nas lagoas das redondezas e as terras de boa qualidade para o plantio de várias lavouras, especialmente a de Papary, chamada Paraguaçu, no século XVII.


A experiente Solange Portela (foi secretaria de Turismo do RN) é atualmente a titular da Secretaria de Turismo de Nísia Floresta. Foto Panrotas/ARR
A experiente Solange Portela (foi secretaria de Turismo do RN) é atualmente a titular da Secretaria de Turismo de Nísia Floresta. Foto Panrotas/ARR

VILA IMPERIAL DE PAPARY

Pela Lei número 242, de 18 de fevereiro de 1852, o povoado foi desmembrado do município de São José de Mipibu (ambos situados às margens da BR 101), tornando-se o município com o nome de Vila Imperial de Papary e, em 1º de fevereiro de 1890 passou a denominação de Vila de Papary. Em 1948, a comunidade de Papary, em homenagem a sua filha mais ilustre, mudou seu nome para Nísia Floresta.

Na histórica Estação Ferroviária Papary (Nísia Floresta) há anos funciona o badalado Restaurante Marina’s Camarões sob o comando do casal Fernando Bezerril (foi importante Secretário de Turismo de Natal) e Graçinha Bezerril. A gastronomia é padrão internacional
Na histórica Estação Ferroviária Papary (Nísia Floresta) há anos funciona o badalado Restaurante Marina’s Camarões sob o comando do casal Fernando Bezerril (foi importante Secretário de Turismo de Natal) e Graçinha Bezerril. A gastronomia é padrão internacional

A homenageada nasceu em Papary, mais precisamente no Sítio Floresta, no dia 12 de outubro de 1810. A renomada Nísia Floresta começou sua vida literária em 1831, publicando em jornal de Pernambuco artigos defendendo o ideal republicano, igualdade política dos sexos e liberdade aos escravos. A escritora passou a ser admirada por muitos e questionada por outros. Foi chamada ao mesmo tempo de extraordinária, de notável, de mestiça, de indecorosa e de monstro sagrado. Devido à saúde de sua filha, Nísia Floreta foi morar na Europa (Paris, França,) em 1849 e entre idas e vindas ao Brasil, foram 28 anos nos prados europeus.

Nome original: Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, feminista, escritora e poetisa brasileira - Nísia Floresta Augusta Brasileira pioneira do feminismo e da educação libertadora do Brasil. Foto Google
Nome original: Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, feminista, escritora e poetisa brasileira - Nísia Floresta Augusta Brasileira pioneira do feminismo e da educação libertadora do Brasil. Foto Google

Dionísia Gonçalves Pinto, educadora, feminista, escritora e poetisa brasileira, nasceu em 12 de outubro de 1810 na Cidade de Papary, Rio Grande do Norte. Na sua brilhante trajetória, ele fundou em 1838 o Colégio Augusta, no Rio de Janeiro. Dentre tantas edições, em 1832 publicou seu primeiro livro, Direito das Mulheres e Injustiças dos Homens; em1849, editou o livro A Lágrima de um Caeté. Em 1850 publicou o romance histórico: Dedicação de uma Amiga. O Museu Nísia Floresta, foi inaugurado em março de 2012;

Nísia Floresta Brasileira Augusta desencarnou em 24 de abril de 1885, em Roen, França, vítima de pneumonia e foi sepultada no cemitério de Bonsecours. Em 12 de setembro de 1954 seus restos mortais foram transportados para a sua terra natal, Papary, sendo repousados no mausoléu construído em sua homenagem. O significativo do nome Nísia Floresta: A escritora de Papary, Dionísia Gonçalves Pinto, decidiu usar um pseudônimo literário que veio a se tornar internacionalmente conhecido, Nísia Floresta Brasileira Augusta.

Nísia, final de Dionísio; Floresta, ninho nativo. Brasileira, afirmação nacionalista. Augusta, recordação amorosa de seu dileto esposo.

No seu livro: “Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens”, editado em 1832, ela destaca: “Se este sexo altivo quer fazer-nos acreditar que tem sobre nós um direito natural de superioridade, por que não nos prova o privilégio, que para isso recebeu da Natureza, servindo-se de sua razão para convencerem-se”?






Liszt Madruga

Jornalista e Presidente da ABRAJET - RN


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