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- Revista de Turismo PB

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João Pessoa – turismo ano 2000 (2)

Quando o assunto é turismo, os atrativos da cidade são destaques. O destino tem que estar de casa arrumada para receber o visitante. Tive a curiosidade de fazer um rápido levantamento das cidades históricas, para saber o motivo da falta de atenção no centro de cada uma delas, e, por incrível que pareça, o problema está na administração pública. No centro de João Pessoa por exemplo, tem vários prédios públicos abandonados, como o da antiga Prefeitura, INPS, Saelpa, (administrada pelo governo), Academia do Comércio, e muitos outros que mudaram de local por modismo, abandonando a sede, e não utilizaram dos prédios. Abandono! Muitos desses lugares do centro da cidade, podiam ser aproveitados com escola, postos de Saúde, universidades, mas, não fizeram absolutamente nada, hoje estão à mercê da depredação dos moradores de rua, que, livres, sem segurança, esperam o pôr do sol para darem início as vandalismo, roubando tudo para ser vendido. Lá no centro mesmo, tem uma sucata que recebe tudo que lhe é oferecido, mas, as autoridades não sabem para onde vão os furtos.
O comerciante sofre, calçadas invadidas por camelôs, que em alguns casos, o invasor é o mesmo que recebeu box nos centros comerciais, construído pela prefeitura, mas, repassaram.
A invasão na área pública é comum, hoje, as pracetas nas bifurcações, áreas nas praias invadidas e poluídas pelos comerciantes arrendatários das barracas que sentiram a falta de fiscalização e partiram para invadir espaços de forma desordenada. Além de ampliarem as barracas sem aprovação, cadeiras empilhadas, mesas, sombrinhas sujas.



Nem tudo é descaso, há quem resista ao abandono. No centro da cidade observamos que empresas e serviços continuam presentes, respeitando a história da cidade: Hoje, com os merecidos parabéns, estão o SESC, SENAC, Shopping Tambiá, a Assembleia Legislativa, Palácio da Justiça, Câmara de Vereadores, a Gráfica JB; essa Gráfica, além de preservar o prédio, onde funciona as impressões, comprou imóveis e os restaurou, embelezando toda área próxima à empresa. O prédio da CBTU, servindo a população durante décadas.
Também em perfeito estado e muito bem administrado está o Parque Arruda Câmara.
A Estação Rodoviária, a Praça da Independência, precisam de uma atenção, há muitos anos construídas, já estão precisando de uma manutenção, também.
A bravura e a coragem de alguns comerciantes estão dando vida a nossa história,
A segurança local é precária, alguns meses os vândalos deram um grande prejuízo na API (Associação Paraibana de Imprensa), roubaram tudo que podiam.

Os shoppings populares e as lojas orientais estão em toda cidade. O comércio formal e informal cresceu e a violência e ação dos marginais também. A pergunta hoje é: O que falta para uma intervenção eficaz de combate a criminosos que se espalharam por toda a cidade? Pagamos impostos altíssimos e estamos a mercê da insegurança pública.
Areia um município rico em história

É prazeroso curtir um final de semana numa das mais antigas cidades da Paraíba.
Fizemos uma programação interessante com visitas inesquecíveis: no roteiro, o museu, onde, uma réplica da obra do grito do Ipiranga de Pedro Américo, tem destaque; em seguida, o Theatro Minerva, construído no ano de 1856 por um grupo de empresários, foi o primeiro teatro com apresentações do nordeste, vem mantendo sua estrutura conservada.
É indispensável conhecer os cafezinhos, as lanchonetes e restaurantes, onde os quintais são frequentados para contemplação das matas, por serem erguido nas encostas. Tomar um cafezinho contemplando o sopé das montanhas é incrível.
A cidade tem uma topografia acidentada, as ruas enladeiradas, ladeadas, do formoso casario muito bem preservados, casas ocupadas como residência, mantendo a fachada histórica original, outras com um variado comércio, fazem um diferencial a quem visita uma cidade turística no alto da serra da Borborema, motivo de ser uma região com clima frio, porém, agradável.
Toda a cidade é charmosa, com lugares muito interessantes de se vê e aproveitar. Tem toque visivelmente acolhedor, oferecendo conforto e hospitalidade. A população convive hoje com o turista. Por competência a prefeitura fez desse município um potencial.
Fernando Duarte
Jornalista - Membro do Conselho da Abrajet Nacional




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