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Barco a vapor Benjamim Guimarães volta ao “velho chico”

  • Foto do escritor: Revista de Turismo PB
    Revista de Turismo PB
  • 7 de jul. de 2025
  • 6 min de leitura

Um marco no resgate da história das Minas e bela Gerais. Hoje a população de Pirapora e toda Minas Gerais, comemoram o retorno do retorno do barco a vapor Benjamim Guimarães ao leito do Rio São Francisco, o “velho Chico”. A embarcação, a única com máquina a vapor alimentada por lenha ainda existente no mundo, ficou parada por 12 anos e nos últimos cinco permaneceu fora d’água, passando por um processo de restauração.

A solenidade de “reinauguração” do Benjamim Guimarães foi no cais do Velho Chico, dentro das festividades dos 113 anos de emancipação político-administrativa do município preparadas pela Prefeitura de Pirapora.

Embora a reinauguração oficial aconteça agora, o vapor ainda continuará parado por algum tempo. O retorno dos passeios turísticos no Velho Chico deverá ocorrer no segundo semestre, possivelmente em novembro, após vencidas etapas burocráticas. A navegação depende também do volume de água do rio.

O Vapor Benjamim Guimarães passou por uma restauração completa, viabilizada pelo Ministério de Minas e Energia e pela Eletrobras, com verba de federal, no valor de R$ 5,8 milhões, do Programa de Revitalização dos Recursos Hídricos das Bacias Hidrográficas do Rio São Francisco e do Rio Parnaíba. Os serviços foram executados pela empresa Indústria Naval Catarinense (INC).

Depois de permanecer cinco anos “ fora da ´´agua, estacionado em terra, na beira do Rio São Francisco, para a execução dos serviços de reforma, o barco a vapor foi levado novamente dentro do rio São Francisco, no dia 3 de maio.. Devido ao peso da embarcação, 243 toneladas, a operação para o seu retorno ao leito do Rio São Francisco dependia da elevação do volume do rio. Para isso, foi necessário aumentar a liberação de água no reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias, de cerca de 200m³/s para 650 m³/s. A ampliação foi solicitada pela prefeitura de Pirapora e pela Eletrobrás à Cemig.

Na operação para colocar o icônico barco a vapor dentro do rio, foram utilizadas boias e máquinas escavadeiras, tudo acompanhado pelos técnicos com muito cuidado. Em seguida, tiveram início os testes de “flutuabilidade” da estrutura.

Durante a revitalização, foi feita a reforma geral do vapor na parte de madeira. Foram ainda instaladas caldeira e chaminé novas, e reestruturadas partes do casco e da casa de máquinas. “O vapor está novo e muito bonito. Um orgulho não só para Pirapora, mas para toda Minas Gerais e o Brasil. Afinal, é o único no mundo ainda movido a caldeira de lenha”, comemora o presidente da Empresa de Turismo de Pirapora (Emutur), Elton Jackson.

“A recuperação do vapor representa muito para Pirapora e para a região, não só culturalmente, mas principalmente como instrumento de incentivo turístico, que mexe bastante com a cadeia econômica da nossa cidade. Depois do próprio Rio São Francisco, o vapor Benjamim Guimarães é um dos nossos principais atrativos turísticos”, avalia.

A partir da “reinauguração”, informou, a Prefeitura de Pirapora manterá contatos com a Marinha do Brasil para que seja feita uma vistoria visando à liberação dos passeios pelo rio. Também deverá ser mantido contato com o Departamento de Infraestrutura em Transportes Terrestres (Dnit) para a sinalização dos pontos de navegação dentro do leito do rio.

O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, também comemorou a reinauguração da embarcação como um momento histórico. “A entrega do vapor Benjamim Guimarães é um reencontro com a alma do povo mineiro e ribeirinho. Ele carrega memórias, histórias de fé, de luta e de esperança que navegam junto com o Velho Chico. É um patrimônio que não repousa: segue em movimento, como a própria cultura”, afirmou Leônidas.

A Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) divulgou que a recuperação do vapor também contou com a participação do governo de Minas, por meio da pasta e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), em parceria com a Prefeitura de Pirapora. “As intervenções contemplaram desde a substituição do casco até a revisão completa do maquinário, passando pela recuperação da chaminé, dos camarotes, da roda de pás e de todos os sistemas que compõem sua estrutura centenária”, descreve a pasta.


HISTÓRIA - O vapor Benjamim Guimarães foi construído em 1913, pelo estaleiro norte-americano James Rees & Sons, e navegou inicialmente pelo Rio Mississipi, no país de origem. Na sequência, veio para o Brasil, onde, por alguns anos, percorreu o Rio Amazonas, sendo transferido para o São Francisco em 1920.

Na segunda metade da década de 1920, a empresa Júlio Guimarães adquiriu a embarcação e a montou no porto de Pirapora, onde recebeu o nome de “Benjamim Guimarães”, uma homenagem ao patriarca da família proprietária da empresa. A partir de então, o vapor passou a fazer contínuas viagens ao longo do Rio São Francisco e em alguns dos seus afluentes.

O Benjamim Guimarães foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) em 1985. Durante décadas, foi um importante meio de transporte para mercadorias e passageiros, conectando comunidades ribeirinhas e promovendo o comércio e a troca cultural. A cada viagem entre Pirapora e Juazeiro (BA), trecho de 700 quilômetros em que o Rio São Francisco é navegável, ele se tornava um elo entre o passado e o presente, transportando não apenas pessoas, mas também tradições e memórias.

A partir da década de 1980, o Benjamim Guimarães passou a ser usado para passeios turísticos, com ponto de partida e de chegada em Pirapora. Com problemas em sua caldeira e outras avarias, o vapor parou de navegar em 2013. O processo de recuperação ficou muito tempo parado devido à falta de dinheiro. Somente em setembro de 2024 a revitalização foi viabilizada e agilizada Ministério de Minas e Energia e pela Eletrobras.


Juquinha patrimônio na natureza será restaurado
Juquinha patrimônio na natureza será restaurado

Um dos principais símbolos turísticos e culturais da Serra do Cipó, a estátua do Juquinha passará por obras de restauração a partir do segundo semestre deste ano. O projeto executivo de recuperação foi aprovado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural e pela Prefeitura de Santana do Riacho.

A iniciativa contará com investimento da mineradora Anglo American, responsável pelo financiamento do restauro. As obras serão conduzidas pela artista plástica Virginia Ferreira, criadora da escultura, instalada em 1987, que homenageia o andarilho José Patrício, o Juquinha, figura icônica e símbolo de hospitalidade e ligação com a natureza da região.

Localizado no Alto Palácio, às margens da rodovia MG-010, o monumento é ponto obrigatório para turistas que visitam a Serra do Cipó, um dos destinos turísticos mais visitados do país, conhecida por suas belezas naturais e rica biodiversidade.

Segundo a Anglo American, o restauro reforça o compromisso da empresa com a preservação do patrimônio cultural e ambiental. A escultura é uma obra de beleza excepcional, rica em detalhes e formas, e uma das poucas esculturas no Brasil que fica em meio à natureza, ao ar livre, longe de monumentos e praças. Ela está localizada no coração da Serra do Cipó, onde o lendário Juquinha passou a maior parte de sua vida, quando a estrada ainda era de terra. Com três metros de altura, a escultura hoje faz parte da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e é um dos principais atrativos do Circuito Turístico da Serra do Cipó. Apenas outro monumento no mundo possui essas características e está localizado na Espanha.

Hoje em dia, a imagem de Juquinha da Serra do Cipó é uma das mais populares e reconhecidas em nosso estado, tornando-se espontaneamente uma das mais retratadas entre as diversas representações de Minas Gerais.



Podemos dizer que a história de Juquinha da Serra do Cipó conquistou o mundo, cheia de fatos surpreendentes e até mesmo folclóricos. No topo do maciço do Espinhaço, é curioso observar como a escultura de Juquinha se integra perfeitamente ao cenário da Serra do Cipó, elevando ainda mais a beleza natural desse abençoado pedaço de Minas Gerais.

“O Juquinha é considerado um guardião da Serra do Cipó e sua história é transmitida de geração em geração. Além do apelo turístico, a estátua representa para os moradores locais um símbolo de identidade e harmonia com a natureza”, destacou a empresa em nota.

A restauração visa garantir a conservação do monumento para as futuras gerações, valorizando ainda mais a cultura e a memória da região.


Turismo da fé

Foi lançado o projeto Caminhos do Rosário, uma iniciativa pioneira que integra as Congadas e festas do Rosário à política pública de turismo da fé, que movimenta R$ 5,5 bilhões ao ano no estado. O lançamento ocorre logo após o reconhecimento, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), dos Saberes e Práticas do Reinado e das Congadas em devoção a Nossa Senhora do Rosário como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O projeto é através do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico.

Minas Gerais agora apresenta ao mundo o maior trajeto festivo de Congadas do país: são 701 festas mapeadas em 332 municípios, com mais de 1.100 celebrações anuais realizadas por 1.170 grupos ativos, incluindo congadeiros, moçambiqueiros, catopês e tamborzeiros. A cultura afro-mineira, já reconhecida como patrimônio estadual, ganha nova projeção como expressão viva de identidade, fé e pertencimento.

“Minas oferece ao Brasil e ao mundo um patrimônio que é arte, fé, cultura e território. O Caminhos do Rosário reforça a transversalidade entre cultura e turismo, entre proteção do patrimônio e valorização das comunidades tradicionais”, reforça o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira,

O projeto faz parte do programa Afromineiridades e visa fortalecer as comunidades tradicionais, gerando visibilidade nacional e internacional, além de transformar Minas em referência no afroturismo de base comunitária.Caminhos do Rosário oferecerá, assim, um calendário oficial das festas, roteiros integrados de turismo da fé, conteúdo educativo sobre história afrodescendente e ações de capacitação e promoção, com lançamento da plataforma digital no portal minasgerais.com.br







Sergio Moreira


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