A história de BH no MHAB
- Revista de Turismo PB

- 7 de mai.
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Belo Horizonte este ano completa 129 anos, cidade com cerca de 2milhões 500 mil habitantes. Entre suas atrações está o Museu Histórico Abílio Barreto - MHAB - é o primeiro museu de Belo Horizonte, criado por meio do Decreto 91, de 26 de maio de 1941, assinado pelo prefeito Juscelino Kubitschek (1940-1945). A inauguração do Museu Histórico de Belo Horizonte, nomenclatura inicial do Museu, se deu em 18 de fevereiro de 1943. Foi escolhido para sua sede o Casarão da Fazenda Velha do Córrego do Leitão, nome advindo do antigo proprietário das terras Domingos Gomes Leitão, em tempos remotos do século XVIII, do antigo Arraial do Curral del Rei, depois Arraial de Belo Horizonte. A sede da Fazenda manteve-se de pé porque a região do seu entorno só seria urbanizada em meados da década de 1940.
Sobre o Casarão, sabe-se que em 1864 a Fazenda passou a pertencer ao Capitão Francisco Luís de Carvalho, rico proprietário de terras no Arraial do Curral del Rei. Casado com D. Francisca Cândida de Jesus, com quem teve dez filhas e quatro filhos. O capitão dividiu o seu patrimônio após o falecimento de sua esposa. A metade da Fazenda do Leitão coube a sua filha Rita Maria. A outra metade foi posteriormente adquirida por Cândido Lúcio da Silveira, seu genro que construiu a casa da Fazenda, por volta de 1883.
A Fazenda do Leitão foi desapropriada em 1894, pela Comissão Construtora da Nova Capital, encarregada de construir a nova capital do Estado de Minas Gerais. A saída da família se deu em abril de 1895, quando então a Fazenda passou por diversos usos. Entre 1895 e 1896, o governador de Minas Gerais, Crispim Jacques Bias Fortes (1894-1898) encarregou o geólogo Claude-Henri Gorceix, um dos fundadores da Escola de Minas de Ouro Preto, de construir um viveiro de plantas e sementes. Finalizado este trabalho, o agrônomo francês Leon Quet passou a administrar o viveiro, ocupando a casa da Fazenda como moradia.
Entre 1896 a 1899, o Estado criou núcleos coloniais para incentivar o estabelecimento de imigrantes em pequenas propriedades agrícolas, com o objetivo de diversificar as atividades econômicas e garantir a ocupação de áreas em torno da Capital. A colônia Afonso Pena se instalou no vale do córrego do Leitão. Emancipada em 1910, a colônia e o restante das terras da Fazenda receberam a plantação de piteiras. Uma fábrica de artefatos usando a fibra da planta como matéria prima, foi instalada na região.
Posteriormente o governo Federal passou a administrar a área da Fazenda e nela instalou a Enfermaria do Posto Zootécnico Federal, do Ministério da Agricultura. A União teve a posse da área até 26 de setembro de 1938, quando a propriedade foi doada e adquirida, respectivamente, para o Estado e pela Prefeitura. Na ocasião, o prefeito José Oswaldo de Araújo (1938-1940) já manifestava a vontade de instalar ali um museu.
Em 1967, o Museu teve seu nome alterado para Museu Histórico Abílio Barreto em homenagem ao seu idealizador, mas permaneceu como um museu celebrativo do passado, até 1993. O MHAB é composto por duas edificações – Casarão e Edifício-sede. O primeiro, datado de 1883, é um exemplar da arquitetura das sedes de fazendas mineiras; já o segundo, construído entre 1997 e 1998. Além dessas duas edificações, a instituição possui também um amplo jardim, no qual se encontra exposto parte do acervo, bem como uma estrutura de palco ao ar livre para apresentações artísticas, um auditório com capacidade para 100 pessoas, um café, cinco reservas técnicas, áreas expositivas e biblioteca. O Casarão foi tombado pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN, atualmente IPHAN), em 1951, e pelo Município em 2013, como bem cultural inserido no Conjunto Urbano do Bairro Cidade Jardim.

Municípios mineiros preparados para o turismo das
festas de rodeios e exposições agropecuárias
A realização de eventos como rodeios, exposições agropecuárias e as tradições sertanejas movimentam os municípios mineiros. Durante a abertura da 91ª ExpoZebu, em Uberaba, no dia 25 de abril, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult-MG), a campanha “Minas Festas de Peão”. no site eventos https://www.minasgerais.com.br/pt/eventos
A iniciativa valoriza essas manifestações como expressões legítimas da cultura sertaneja e passa a integrar o programa Minas Essencial, reforçando a estratégia de promoção integrada da cultura, do turismo e das tradições do estado.
A 91ª ExpoZebu, maior feira de gado zebu do mundo, é realizada em Uberaba desde 1935. Com expectativa de receber cerca de 400 mil visitantes e superar os resultados da edição anterior, o evento reúne programação técnica, leilões, rodadas de negócios internacionais e grandes atrações culturais, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio e do turismo de eventos no país.
A campanha tem como objetivo mapear, valorizar e promover eventos em todas as regiões mineiras, reconhecendo essas manifestações como parte fundamental da identidade cultural do estado. Estruturada a partir de um trabalho em rede com municípios, Instâncias de Governança Regionais (IGRs), Federação dos Circuitos Turísticos de Minas Gerais (Fecitur) e gestores locais, a ação organiza um portfólio unificado e fortalece a presença dessas festas no calendário turístico estadual.
m do valor cultural, o segmento apresenta forte impacto econômico e turístico. No Brasil, as festas de peão movimentaram cerca de R$ 9 bilhões em 2024, reunindo aproximadamente 9 milhões de pessoas em mais de mil eventos. Em Minas Gerais, levantamento da Secult-MG identificou mais de 570 festas de peão, rodeios e exposições distribuídas em 350 municípios, evidenciando a capilaridade e o potencial de geração de emprego, renda e fluxo de visitantes.
Apenas em 2025, o estado registrou 31 etapas de rodeio cutiano, com R$ 322,5 mil em premiações, e 85 etapas de rodeios com touros, somando R$ 1,37 milhão em prêmios, segundo a Federação de Rodeios de Minas Gerais. Esses números reforçam o papel das festas de peão como vetor de desenvolvimento econômico, geração de renda e fortalecimento da identidade cultural mineira.

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a campanha amplia o olhar sobre essas festas, conectando tradição, turismo, economia criativa e desenvolvimento regional.
“Com essa campanha, queremos mostrar ao Brasil que essas manifestações são patrimônio vivo de Minas e também uma grande oportunidade para fortalecer o turismo, gerar renda e valorizar nossas comunidades”, destaca Leônidas Oliveira.
Como parte do fortalecimento desse segmento, o Governo de Minas, por meio da Codemge e da Cemig, terá destinado até o fim do ano, contabilizando-se também os investimentos realizados desde 2025, R$ 20 milhões para a realização de feiras agropecuárias e exposições no estado. Os recursos serão aplicados por meio de apoios, patrocínios, convênios e lei de incentivo à cultura, promovendo e ampliando iniciativas como rodeios, exposições e cavalgadas, que celebram e valorizam as raízes culturais de Minas Gerais.
A estratégia de promoção inclui campanhas digitais, presença institucional em eventos, apoio técnico e capacitações, além do estímulo à economia criativa, com foco em artesanato, gastronomia e receptivo turístico. A divulgação será realizada por meio de plataformas como o Portal Minas Gerais, o blog Daqui de Minas e redes sociais, ampliando o alcance das ações dentro e fora do estado.
A previsão é alcançar cerca de 400 municípios e promover aproximadamente 600 eventos, fortalecendo a interiorização do turismo e ampliando a diversificação da oferta turística mineira.
- Entre os principais polos das festas de peão em Minas estão Divinópolis, com a DivinaExpo; Pedro Leopoldo, com o Pedro Leopoldo Rodeio Show; Governador Valadares, com a Expoagro; Montes Claros, com a Expomontes; Uberaba, com a ExpoZebu; Patos de Minas, com a Fenamilho; São Gotardo, com a Fenacen; Piracema, com a Piracema Ruralista; e Bom Despacho, com o Rodeio Show.
Esses eventos reúnem rodeios, shows musicais, exposições agropecuárias, cavalgadas e experiências gastronômicas, conectando o campo e a cidade, preservando tradições do universo sertanejo e reafirmando Minas Gerais como um dos grandes destinos brasileiros do turismo de eventos, da cultura popular e das festas de raiz.
Sergio Moreira
Jornalista - @sergiomoreira63












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